terça-feira, 29 de abril de 2014
Family group portrait of James Dempster Webster Gordon (1783-1850)
CHRISTIE'S
Sale Information
Sale 7448 — Old Master and British Pictures
7 December 2007 - London, King Street
Lot Description
Scottish School, circa 1835
Group portrait of James Dempster Webster Gordon (1783-1850), with his wife Theodosia of Quinta do Monte, Madeira, and their sons, Webster and Russell, with their cousins Ameria and Geraldine Gordon at Balmaghie, Castle Douglas
Oil on canvas
40 x 50 in. (101½ x 127 cm.)
Provenance
James Dempster Webster Gordon (1783-1850)
By descent to his son Russell Manners Gordon, 1st Count of Torre Bela, who married Filomena Gabriela Correia Brandão Henriques de Noronha, 3rd Viscountess of Torre Bela and 1st Countess of Torre Bela (Portuguese peerage)
By descent to his son Diogo Murray Correia Gordon, 4th Viscount of Torre Bela and 2nd Count of Torre Bela (Portuguese peerage)
By descent to his sister Isabel Constança Gordon
By descent to her son Dermot Francis Bolger (1900-1974)
By descent to his daugther Ann Constance Bolger
By descent to her husband Captain David Ogilvy Fairlie of Myres
Lot Notes
James Dempster Webster Gordon (1783-1850) was the youngest son of Thomas Gordon (1737-1804) and his wife Agnes, daughter of John Dempster of Dunnichen, co. Forfar. His eldest brother Thomas William Gordon was a Captain in the Guards and died at Verdun in 1814. His elder brother James Murray Gordon (1782-1850), who was a Rear Admiral in the Royal Navy, succeeded to the family estate of Balmaghie, near Castle Douglas, Kircudbrightshire, which his father had acquired in 1786, and married Sarah Almeria, daughter of John Caulfield, Archdeacon of Kilmore. James Gordon became a merchant and lived on the island of Madeira, where he was a shareholder in the wine and general merchants Newton, Gordon and Cossart & Co., founded in 1745 by Francis Newton and William Gordon, who was presumably a cousin, who had fled Scotland following the failure of the Stuart cause. He married Theodosia Arabella Pollock, daughter of General Pollock of the East India Company service.
This group portrait apparently commemorates a visit that James Gordon and his family made to Balmaghie from Madeira. James Gordon is shown together with his wife, and their two young sons Webster Thomas Gordon and Russell Manners Gordon (1829-1906), and his elder brother's daughters Sarah and Geraldine. Both James Gordon's sons were educated at Eton. His younger son Russell, who lived in Madeira was to marry Filomena Gabriela Correia Brandão Henriques de Noronha, daughter and heir of João Correia Brandão de Bettencourt Henriques de Noronha, 2nd Visconde de Torre Bela in the Portuguese peerage. On her father's death, Russell Gordon's wife suceeded to the family title and he was conferred the title of Conde de Torre Bela. On the basis of the apparent ages of the sitters this picture would seem likely to have been executed in the early-to-mid-1830s.
Estimate
£10,000 - £15,000
($20,230 - $30,345)
Price Realized
£10,000 (Set Currency)
($20,230)
Etiquetas:
CHRISTIES,
Funchal,
Madeira,
Não estão mas mereciam estar,
O meu Museu
terça-feira, 18 de setembro de 2012
2012 Setembro 18 - Dutra Leilões
8. Salva de prata com borda repuxada e cinzelada, recortada com concheados; centro gravado com friso floral; sobre três pés estilizados; no plano marcas de contraste de prata, de ensaiador de Guimarães não identificado, G-3, que aparece frequentemente sem marcas de ourives, segundo Inventário de Marcas de Pratas Portuguesas e Brasileiras, de Fernando Moitinho de Almeida; 20 cm de diâmetro e 270 g. Portugal, séc. XVIII.
15. Princesa Imperial D. Isabel
Par de brincos de ouro emoldurando retrato oval a cores sobre porcelana, da Princesa Isabel nos seus quinze anos, medindo a pintura 10 x 13 mm. Brasil, séc. XIX.
Par de brincos de ouro emoldurando retrato oval a cores sobre porcelana, da Princesa Isabel nos seus quinze anos, medindo a pintura 10 x 13 mm. Brasil, séc. XIX.
Este par de brincos foi presenteado pela Princesa Isabel, quando dos
festejos de seus quinze anos, a Baronesa do Serro Azul, Maria Jose Correia,
casada com seu primo-irmão, Barão do Serro Azul, o comerciante e poeta
paranaense Ildefonso Pereira Correia (1848 - 1894). Os brincos pertenceram a
Doris Bandeler, residente em Poços de Caldas, bisneta da Baronesa.
24. Salva de apresentação de prata de lei repuxada
e cinzelada em todo plano com elementos florais e arabescos; ao centro
medalhão com flores e um pelicano; borda ondeada; marcas de contraste da prata,
de ensaiador de Lisboa não identificado, datável do fim do séc. XVII - c.1720,
L-19 e L-253, segundo Inventário de Marcas de Pratas Portuguesas e Brasileiras,
por Fernando Moitinho de Almeida; 40 cm de diâmetro e 730 gr. Portugal, séc.
XVII / XVIII.
28. Custódia e cálice purificatório de
prata lisa e repuxada, com sinos de penitência pendurados; parte
superior com ostensório cinzelado com insígnias papais com a tríplice coroa e as
chaves de São Pedro, alem de medalhão com sua lúnula envidraçado e ladeado por
colunatas encimadas por cúpula e cruz; base campânular, sob fuste bojudo, onde
se encontra contraste da prata, de ensaiador de Braga não identificado,
atribuível a primeira metade do séc. XVIII e marca do ourives de Braga
Francisco Coelho Veloso, registrada em 1750, parcialmente legíveis,
segundo Inventário de Marcas de Pratas Portuguesas e Brasileiras, por
Fernando Moitinho de Almeida, B-2 e B-31; 61 cm de altura e 2.920 kg.
Portugal, séc. XVIII.
Consta ter pertencido a Sé de Braga. As insígnias Papais com a tríplice
coroa e as chaves de São Pedro são elementos de decoração indicativos de ser uma
peça para utilização em Sés ou Basílicas.
31 Farinheira de prata de lei repuxada e
cinzelada, no corpo decoração em relevos de arabescos, elementos fitomórficos e
pássaros, da época da ocupação espanhola em Portugal, pelos reis Felipes; sem
marcas de identificação aparentes; 17 cm de diâmetro e 160 g. Portugal, séc.
XVIII.
Apresenta um fino e delicado cinzelado, tendo, na parte principal, a águia
bicéfala coroada com emblema dos Habsburgos que, aquela época, reinavam na
Espanha.
40 Resplendor circular de prata de lei
repuxada e cinzelada; do círculo central saem raios intercalados por reservas
com símbolos religiosos católicos; em uma das volutas que guarnece a aba de
contornos irregulares a letra F, provavelmente parte de um contraste da
cidade do Porto, usada no decorrer do séc. XVIII; 42 cm de diâmetro e 1.185 kg.
Portugal, séc. XVIII.
46 Crucifixo central de bancada, de prata de
lei repuxada e cinzelada; base tripode, terminada em pés de garras, com
rica decoração em relevos de cabeças de anjos e Coroa do Reino de Portugal;
fuste de segmentos e anelados, sustentando a cruz com ponteiras e adereços
seguindo padrões de decoração do estilo e época; na base da cruz marca de
contraste da prata de ensaiador de Coimbra não identificado, datável do séc.
XVII - princípio do séc. XVIII e na base, junto a um dos pés, marca C-8 de
ourives de Coimbra não identificado e conhecida com contraste C-2,
datável de fim do séc. XVII - princípio do séc. XVIII, segundo Inventário de
Marcas de Pratas Portuguesas e Brasileiras, por Fernando Moitinho de
Almeida; 116 cm de altura e 7.470 kg. Portugal, séc. XVII / XVIII.
48 Salva de apresentação de prata de lei
repuxada e cinzelada, formato circular com borda de contornos irregulares
decorada com carrancas separadas por elementos fitomórficos. Plano decorado com
quatro mascarões envoltos por decoração floral e animais fantásticos em relevos;
no centro reserva com figura de guerreira empunhando lança e castelo ao fundo;
sem marcas de identificação aparentes; 48 cm de diâmetro e 1.510 kg. Portugal,
séc. XVII.
Salva idêntica encontra-se na coleção de Maria Isabel de Mello Falcão
Tigroso, em Lisboa, reproduzida à página 207 do livro Ourivesaria Portuguesa em
Coleções Particulares de Reynaldo dos Santos.
51 Grande bule para café de prata de lei
lisa repuxada e cinzelada; corpo balaustre, cinzelado com gomados, flores e
perolados; pescoço estreito, bico recurvo com delicado e elegante aplicação de
perolados e alça de madeira; tampa cônica rematada por pega em botão floral;
base circular, almofadada e perolada, onde se encontram marcas de contraste da
prata, atribuível a juiz do ofício não identificado, do Porto, para marcar a
obra do ensaiador João Coelho Sampaio, usada entre 1768 - c. 1784 e
marca de ourives do Porto João Coelho Sampaio, conhecida com contraste
P-12, bem como marca de toque P-91, datável de 1768 - c. 1784, conforme
Inventário de Marcas e Pratas Portuguesas e Brasileiras, por Fernando
Moitinho de Almeida, P-12 e P-221; 50 cm de altura e 2.635 kg. total.
Portugal, séc. XVIII.
Esta peça pertenceu à Família Real Portuguesa, que a trouxe para o Brasil em
sua mudança. Posteriormente o Imperador D. Pedro I deu-a de presente para a
Marquesa de Santos. Em seguida, fez parte do acervo do Conselheiro Barão de
Ramalho, em São Paulo.
56 Princesa Dona Leopoldina - Duquesa de
Saxe
Par de pratos de porcelana alemã, borda ondulada, aba decorada com folhas estilizadas unidas umas as outras em rosa; no centro da caldeira o monograma A entre dois C invertidos e entrelaçados sob coroa Imperial, pertencente a Augusto Saxe Coburgo - Duque de Saxe; no reverso a marca Porzellan Fabrik / Aich bei Carlsbad. 18 cm de diâmetro. Um dos pratos apresenta discreto bicado na borda. Bohemia, séc. XIX. Dona Leopoldina era filha de D. Pedro II, irmã da Princesa Isabel. Casou-se com o Duque de Saxe.
Par de pratos de porcelana alemã, borda ondulada, aba decorada com folhas estilizadas unidas umas as outras em rosa; no centro da caldeira o monograma A entre dois C invertidos e entrelaçados sob coroa Imperial, pertencente a Augusto Saxe Coburgo - Duque de Saxe; no reverso a marca Porzellan Fabrik / Aich bei Carlsbad. 18 cm de diâmetro. Um dos pratos apresenta discreto bicado na borda. Bohemia, séc. XIX. Dona Leopoldina era filha de D. Pedro II, irmã da Princesa Isabel. Casou-se com o Duque de Saxe.
78 D. Pedro II
Par de placas de prata repuxada e cinzelada, apresentando no centro, sobre medalhão ovalado, as iniciais P II, em cobre, ladeado por duas fênix e bandeiras como tenentes, e encimado por coroa real; sem marcas de identificações aparentes. 34 x 23 cm cada; 750g, total. Brasil, séc. XIX. Pertenciam a decoração do Paço Imperial.
Par de placas de prata repuxada e cinzelada, apresentando no centro, sobre medalhão ovalado, as iniciais P II, em cobre, ladeado por duas fênix e bandeiras como tenentes, e encimado por coroa real; sem marcas de identificações aparentes. 34 x 23 cm cada; 750g, total. Brasil, séc. XIX. Pertenciam a decoração do Paço Imperial.
80 Contrato de casamento de D. Pedro II com a
Imperatriz D. Teresa Cristina em 1843; 34 x 23,5 cm, por nós traduzido,
como segue abaixo: Hoje, 30 de maio de 1843 na Real Capela Palatina, S.A.R. a
Princesa Teresa Cristina Maria Germana e sua Majestade o Rei das Duas Sicilias
Ferdinando II, filho de S. M. o Rei Francisco I de gloriosa recordação e de S.
M. a Rainha Maria Isabel , foi unida em matrimonio, segundo o rito da Santa
Igreja Católica e Apostólica, como beneplácito de S. M. o Rei e consentimento de
S. M. a Rainha Mãe - com S. M. o Imperador do Brasil Pedro II, filho do falecido
Imperador D. Pedro I e da falecida Imperatriz Maria Leopoldina, Arquiduquesa da
Áustria; Por intermédio pessoal de S. A. R. o Príncipe Leopoldo - Conde de
Siracusa, munido de especial e solene procuração; do Monsenhor Pietro Naselli
Capelão Mor Real. Tendo como testemunha o Comendador Francisco Alexandre
Carneiro Leão - Embaixador de S. M. do Brasil, o Marquês de Pietracatella -
Presidente interino do Conselho de Ministros, o Príncipe da Sicilia - Duque de
Santa Cristina Ministro de Estado encarregado dos documentos e o Cavaleiro
Nicola Parisio - Ministro de Estado da Justiça; na presença de S.M. o Rei e da
Rainha do Reino das Duas Sicilias, da S. M. a Rainha Mãe, de S. A. R. a Condessa
de Siracusa, do Príncipe e da Princesa de Salermo, do Corpo Diplomático, dos
Ministros de Estado, do Conselho de Estado da Justiça, do Corpo Municipal da
Cidade de Nápoles e de cavalheiros e damas. Assinam: Ferdinando II - Rei -
Fernando Maria de Bourbon (1810 - 1859) Maria Isabel - Rainha - Maria Isabel da
Áustria (1816 - 1867) Maria Teresa - Rainha Mãe - Maria Teresa de Bourbon (1789
- 1848) Teresa Cristina - futura Imperatriz Maria Victoria Luigi Filiberti -
Condessa de Siracusa Leopoldo de Bourbon - Príncipe de Salermo Maria Clementina
- Princesa de Salermo Jose Alexandre Carneiro Leão - Visconde de São Salvador
de Campos, Marquês de Pietracatella Príncipe da Sicilia - Duque de Santa
Cristina - Ministro de Estado Cavaliere Nicola Parisio - Ministro da Justiça
Monsenhor Pietro Naselli - Capelão Mor Selo de Ferdinando II - Reino das Duas
Sicilias Autografo Príncipe da Sicilia - Duque de Santa
Cristina.
Em abril de 2010 foi retirado de leilão, por nos realizado, atendendo recomendação do Ministério Publico Federal, para que se procedesse a suspensão do leilão do documento ate que fosse submetido a fiscalização do IPHAN ou do Arquivo Nacional. Em 29.05. do corrente ano, por entender não mais haver providencias a serem adotadas, deu ciência ao Arquivo Nacional, ao IPHAN e ao Leiloeiro Luiz Fernando Dutra, estar promovendo o arquivamento inquérito então iniciado em abril de 2010.
Em abril de 2010 foi retirado de leilão, por nos realizado, atendendo recomendação do Ministério Publico Federal, para que se procedesse a suspensão do leilão do documento ate que fosse submetido a fiscalização do IPHAN ou do Arquivo Nacional. Em 29.05. do corrente ano, por entender não mais haver providencias a serem adotadas, deu ciência ao Arquivo Nacional, ao IPHAN e ao Leiloeiro Luiz Fernando Dutra, estar promovendo o arquivamento inquérito então iniciado em abril de 2010.
98 Punhal e sua bainha; o punhal com lâmina de metal prateado, com coroa do Império PI; cabo de marfim, bainha de couro preto e detalhes de ouro. 37 cm de comprimento. Brasil, séc. XIX.
203 D. João - Príncipe
Documento manuscrito pelo qual manda lançar o hábito dos Noviços da Ordem de Cristo a Francisco José Calmon Velasco Eca, assinado O Príncipe juntamente com a rubrica e as quinas, Rio de Janeiro, 02 de janeiro de 1811. 49 x 38,5 cm.
Documento manuscrito pelo qual manda lançar o hábito dos Noviços da Ordem de Cristo a Francisco José Calmon Velasco Eca, assinado O Príncipe juntamente com a rubrica e as quinas, Rio de Janeiro, 02 de janeiro de 1811. 49 x 38,5 cm.
No verso selo seco da Ordem, registros e as assinaturas do Visconde de Villa
Nova da Rainha, Visconde de Mage e do Mosenhor Miranda.
203A D. João VI
Documento manuscrito pelo qual manda lançar o hábito dos Noviços da Ordem de Cristo a Gonçalo Lourenço Pereira de Abreu, assinado El Rey juntamente com a rubrica e as quinas, Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1817. 50,5 x 40 cm.
Documento manuscrito pelo qual manda lançar o hábito dos Noviços da Ordem de Cristo a Gonçalo Lourenço Pereira de Abreu, assinado El Rey juntamente com a rubrica e as quinas, Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1817. 50,5 x 40 cm.
No verso selo seco da Ordem e as assinaturas do Visconde de Villa Nova da
Rainha, Visconde de Magé e do Monsenhor Miranda.
sábado, 15 de setembro de 2012
Cadaval's silver toilete set - Detroit Institute of Arts (EUA)
Cadaval's silver toilete set
Probably commissioned ca. 1738 by Jaime de Mello, 3rd Duke of Cadaval of Portugal, or by Louis of Lorraine, prince de Lambesc, whose daughter Henriette married the Duke of Cadaval in May 1739; by descent, the family of the Dukes of Cadaval, Lisbon (until 1931); Jacques Helft (dealer), Paris; purchased in 1952 by Elizabeth and Harvey Firestone, Jr. for the Detroit Institute of Arts.
“UMA OBRA OUTRORA DESCONHECIDA DE KARL BRULLOW VEIO OCUPAR UM LUGAR CONDIGNO NA GALERIA TRETIAKOV”
Karl Pavlovich Briullov (1799 – 1852)
View of the fort at the peak of the island of Madeira
1849-1850
Oil on canvas65 x 77
As with other watercolor, landscapes Brullov type bezlyuden. He keeps epic proportions,
despite the relatively small size. Scenery executed in a reddish-brown color characteristic of the
later works of the artist. Painter temperament expressed through expressive and dynamic
brushstroke. Bryullov uses favorite romantics effect of double coverage, comparing
rozoveyuschee sunset sky and clouds. State Tretyakov gallery, Russia
2004
“UMA OBRA OUTRORA DESCONHECIDA DE KARL BRULLOW VEIO OCUPAR UM LUGAR CONDIGNO NA GALERIA TRETIAKOV”
Galeria de Estado Tretiakov ficou enriquecida com uma obra-prima outrora desconhecida de Karl Brullow. O quadro “Uma Vista do Forte do Pico na Ilha da Madeira” veio ocupar um lugar condigno na exposição dessa pinacoteca. Essa tela ímpar foi adquirida por 225 mil euros com uma verba liberada pelo Fundo de Reserva da Presidência Federal da Rússia, tendo uma parte desse dinheiro sido oferecida pelo Ministério da Cultura. Nosso repórter Viktor Voronov assistiu à cerimónia de apresentação desse quadro.
Falando aos presentes, o director-geral da Galeria Tretiakov, Valentin Radionov, disse:
- Até que enfim está concluída a surpreendente história deste quadro. Uma história ainda não registada nos anais da Galeria Tretiakov. História essa que contou com o apoio de muitas pessoas: desde um simples funcionário da nossa pinacoteca até o presidente da Federação da Rússia. Por toda a parte, em todos os níveis encontramos compreensão e a vontade de nos ajudar para que a tela retornasse para a terra pátria do grande pintor. O mais importante é que acaba de se consumar um fato histórico muito sério: uma obra até ultimamente desconhecida foi resgatada e voltou para a Galeria Tretiakov.
O quadro havia passado mais de 150 anos sem sair da ilha portuguesa da Madeira, onde o pintor russo foi se tratar em 1849-1850. A chegada de Karl Brullow para a Madeira não foi uma mera casualidade. Porque aquela ilha já então era famosa pelas suas estâncias balneares invernais e um clima ameno. A partir do Funchal, a cidade principal da ilha, se divisa nitidamente “o Forte do Pico”, construído no século XVI, uma vista que inspirou inúmeros pintores. Também Karl Brullow não podia faltar nesse rol de admiradores daquela velha fortificação. Não poupou cores brilhantes no esboço que ofereceu como presente ao seu médico Antônio Alves da Silva. Na biografia profissional do distinto retratista e pintor de cenas históricas, este é um exemplo quase único de interesse por uma paisagem natural.
Esta é a única paisagem “pura” até hoje conhecida de Karl Brullow, executada pelo artífice na técnica de pintura a óleo. O trabalho aparece numa tela de 65 por 67 centímetros.
No quadro aparece a paisagem montanhosa da ilha da Madeira. O velho Forte do Pico erguesse sobre um fundo constituído por um relevo muito acidentado. O romântico motivo de iluminação dupla, com uma nuvem preta avançando para fechar um céu rosáceo do pôr-do-sol, é o que impressiona sobretudo nesse quadro feito numa tonalidade dourado-marrom e ginja-preto, caraterística de Karl Brullow.
Para adquirir o quadro e trazê-lo para Moscou, uma contribuição activa foi dada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, especialmente pelo pessoal da Embaixada russa em Portugal. Segundo o chanceler russo Igor Ivanov, “O retorno de uma obra do grande pintor russo para a terra pátria é um acontecimento histórico único, uma grande alegria para nós todos”.
- Penso que, além de constituir um acontecimento milenário para a Galeria Tretiakov, onde repousará esta obra-prima da pintura russa, isso reflete as tradições gerais agora em progressão na Rússia – acentuou Igor Ivanov. – O País vai se firmando seguramente, recuperando seu poderio, do qual a cultura faz parte. Estou certo de que isto é apenas o início de grandes acontecimentos que irão se operando na nossa vida cultural.
Essa paisagem desconhecida havia sido descoberta na colecção particular da Senhora Margarida Lemos Gomes por Ielena Bekhtíeva, do pessoal científico da Galeria Tretiakov, que estuda o período português da obra desse pintor.
- Acaba de se realizar um sonho de minha vida – narra Ielena Bekhtíeva. Finalmente, o quadro de Karli Brullow “Uma Vista do Forte do Pico na Ilha da Madeira”, descoberto no verão de 2000 naquela longínqua ilha portuguesa, está na Galeria Tretiakov. Agradeço aos nossos restauradores que deram provas do seu alto profissionalismo para prolongar a vida dessa tela e comunicaram o colorido original à paisagem de Karl Brullow. Graças ao apoio prestado por muitas pessoas envolvidas no processo que cumulou com o retorno do quadro de Karl Brullow para a Rússia, o prolongado “assédio” do Forte do Pico, que levara três anos, terminou com a vitória – comenta, sorridente, Ielena Bekhtieva. – Sim, porque é não somente uma vitória das artes russas, é um triunfo da nossa diplomacia russa. Por quando nesse “assédio” não houve vencidos, tudo terminou pacificamente, tendo essa “batalha” servido unicamente para estreitar as relações de amizade entre a Rússia e Portugal. E também Dona Margarida, a última dona do quadro de Karl Brullow, que de início não queria vir ao nosso País, finalmente prometeu visitar a Galeria Tretiakov em Maio próximo para se convencer de que o seu nome está gravado nos documentos da nossa pinacoteca, conforme lhe fora prometido.
Uma vez concluídos os trabalhos de restauração, essa obra de Karl Brullow doravante terá um lugar permanente no acervo da Galeria Estatal Tretiakov para abrir ao público mais uma faceta da obra desse grande pintor russo.
Copyright © The Voice of Russia, 2004
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Obra de Álvaro Pires d'Évora

Nossa Senhora com o Menino
e dois Anjos
Álvaro Pires de Évora
act. conhecida 1411-1434
c. 1415, têmpera sobre madeira
175 x 75 cm
Museo Naziole di San Matteo
Pisa, Itália

Nossa Senhora com o Menino
Álvaro Pires de Évora
act. conhecida 1411-1434
c.1424, têmpera sobre madeira
116 x 50 cm
Pinacoteca Nazionale
Cagliari, Itália

Nossa Senhora com o Menino
Álvaro Pires de Évora
act. conhecida 1411-1434
1415-23, têmpera sobre madeira, com fundo a ouro
99 x 61 cm
Comuna
Livorno, Itália.

Nossa Senhora com o Menino
Álvaro Pires de Évora
act. conhecida 1411-1434
1415/1423, têmpera sobre madeira
231 x 123 cm
Igreja de Santa Croce in Fossabanda
Pisa, Itália

Virgem com o Menino, S. Bartolomeu e Santo Antão
Álvaro Pires de Évora
act. conhecida 1411-1434
c. 1410, têmpera sobre madeira
92 x 54 cm
Museu de Évora
Évora, Portugal
Museu de Évora - "A Virgem com o Menino entre S. Bartolomeu e Santo Antão, sob a Anunciação" de Álvaro Pires d'Évora
64 Mil Contos por Obra de Álvaro Pires para Museu de Évora
Por ISABEL SALEMA
Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2001
Primeira obra de um pintor portugues
O Museu de Évora passa a ter nas suas colecções a obra de um pintor mítico. Nunca até hoje tinha sido possível adquirir um Álvaro Pires para Portugal, mas a compra por 64 mil contos vai tornar a cidade um destino obrigatório para os amantes de pintura antiga
Foi difícil escolher uma iluminação adequada para o novo quadro do Museu de Évora. O ouro utilizado pelo pintor quatrocentista Álvaro Pires devolve um brilho esplendoroso e ofusca o olhar. O quadro, intitulado "A Virgem com o Menino entre S. Bartolomeu e Santo Antão, sob a Anunciação", é absolutamente singular nas colecções portuguesas e foi um inesperado presente de Natal para o museu, resultado de uma acção de mecenato como não há memória no Instituto Português de Museus (IPM).
De facto, é uma obra de importância excepcional no âmbito da história da arte nacional, porque o autor desta tábua do século XV pode ser considerado o primeiro pintor português.
"Tinha um desgosto imenso, porque não havia nenhuma obra de Álvaro Pires em Portugal. Foram feitas algumas tentativas nos últimos anos que falharam", diz a directora do IPM, Raquel Henriques da Silva.
O quadro foi comprado com o apoio da Finagra de José Roquette e da Fundação BCP a um intermediário português que o trouxe da Irlanda. O valor da aquisição chegou aos 64 mil contos (320 mil euros) e trata-se, segundo a directora do IPM, da obra mais cara comprada até hoje para um museu nacional e de um caso pioneiro de mecenato desta envergadura. Raquel Henriques da Silva diz que não houve outro caso semelhante desde que está na direcção do IPM.
"Foi uma sorte absolutamente extraordinária. Temos sempre a penosa experiência de bater a dezenas de portas. Neste caso, o mote da procura foi Évora. José Roquette, por causa do seu trabalho com o património na Herdade do Esporão, foi a primeira ideia." Roquette disse sim de imediato e comprometeu-se a arranjar um parceiro para a operação. Finagra e BCP vão pagar o quadro através de uma acção de três anos de apoio mecenático, cobrindo 90 por cento do investimento, enquanto o IPM entrará com seis mil contos (30 mil euros). Uma aquisição próxima deste valor, mas sem apoio mecenático, foi feita em 1996 para comprar um quadro de Fernando Lanhas para o Museu do Chiado, considerada a primeira obra abstraccionista em Portugal.
Primeiro Álvaro Pires em Portugal
A compra foi proposta pelo director do Museu de Évora, Joaquim Caetano, à directora do IPM, e o empenho posto nesta aquisição, dizem os dois, deve-se ao facto de não haver nenhum Álvaro Pires em Portugal - um pintor com cerca de 30 obras, das quais apenas meia dúzia permanece fora dos museus - e autor, afinal, "da primeira pintura feita por um português", nas palavras de Caetano, especialista em pintura antiga. E o que significa ser o primeiro pintor português? "É o primeiro nome que temos na história de arte em Portugal a que podemos ligar pinturas. Álvaro Pires é o primeiro a assinar obras e aos outros nomes que temos documentados não lhes podemos atribuir pinturas. A seguir só temos o Nuno Gonçalves dos 'Painéis de S. Vicente'".
Álvaro Pires terá saído de Portugal há 600 anos para ir para Itália e a sua pintura enquadra-se no gótico tardio de Pisa. A presença do pintor está documentada em Pisa, Volterra e Florença entre 1411 e 1434. Vasari, o principal biógrafo dos pintores do Renascimento (ed. Florença 1562), chama-lhe Alvaro di Piero di Portogallo, nome com que assinou duas das suas obras, mas - adianta o director do Museu de Évora - no retábulo da igreja de Santa Croce in Fossabanda de Pisa, assina, em português, como "Alvaro Pirez Devora Pintov" (Álvaro Pires de Évora Pintou).
Raquel Henriques da Silva sublinha que para um pintor, no início do século XV, "é bastante raro a assinatura e ainda mais raro, estando em Itália, assinar em português - é uma espécie de reivindicação da nacionalidade". Assim, a conclusão que se pode tirar, para a directora do IMP, é que Álvaro Pires foi para Itália em adulto, porque sabia escrever em português.
O lugar deste pintor "mítico" na história da arte nacional, cuja obra se integra na escola italiana de pintura, está ainda por esclarecer, porque "a questão é que não conhecemos a pintura portuguesa desta época, não sobrou quase nada". E as menos de cinco dezenas de quadros que sobraram (sem as de Álvaro Pires) não explicam como é que no final do século XV pode aparecer, aparentemente vindo do nada, uma obra excepcional no âmbito da pintura europeia como os "Painéis de S. Vicente", hoje no Museu Nacional de Arte Antiga.
Para o Ministério da Cultura, esta aquisição é duplamente importante, como explica o secretário de Estado, José Conde Rodrigues, "devido à importância da obra para a museologia nacional e para os seus conteúdos" e "é a concretização das percerias que queremos estabelecer com os privados ao abrigo da Lei do Mecenato Cultural".
Por ISABEL SALEMA
Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2001
Primeira obra de um pintor portugues
O Museu de Évora passa a ter nas suas colecções a obra de um pintor mítico. Nunca até hoje tinha sido possível adquirir um Álvaro Pires para Portugal, mas a compra por 64 mil contos vai tornar a cidade um destino obrigatório para os amantes de pintura antiga
Foi difícil escolher uma iluminação adequada para o novo quadro do Museu de Évora. O ouro utilizado pelo pintor quatrocentista Álvaro Pires devolve um brilho esplendoroso e ofusca o olhar. O quadro, intitulado "A Virgem com o Menino entre S. Bartolomeu e Santo Antão, sob a Anunciação", é absolutamente singular nas colecções portuguesas e foi um inesperado presente de Natal para o museu, resultado de uma acção de mecenato como não há memória no Instituto Português de Museus (IPM).
De facto, é uma obra de importância excepcional no âmbito da história da arte nacional, porque o autor desta tábua do século XV pode ser considerado o primeiro pintor português.
"Tinha um desgosto imenso, porque não havia nenhuma obra de Álvaro Pires em Portugal. Foram feitas algumas tentativas nos últimos anos que falharam", diz a directora do IPM, Raquel Henriques da Silva.
O quadro foi comprado com o apoio da Finagra de José Roquette e da Fundação BCP a um intermediário português que o trouxe da Irlanda. O valor da aquisição chegou aos 64 mil contos (320 mil euros) e trata-se, segundo a directora do IPM, da obra mais cara comprada até hoje para um museu nacional e de um caso pioneiro de mecenato desta envergadura. Raquel Henriques da Silva diz que não houve outro caso semelhante desde que está na direcção do IPM.
"Foi uma sorte absolutamente extraordinária. Temos sempre a penosa experiência de bater a dezenas de portas. Neste caso, o mote da procura foi Évora. José Roquette, por causa do seu trabalho com o património na Herdade do Esporão, foi a primeira ideia." Roquette disse sim de imediato e comprometeu-se a arranjar um parceiro para a operação. Finagra e BCP vão pagar o quadro através de uma acção de três anos de apoio mecenático, cobrindo 90 por cento do investimento, enquanto o IPM entrará com seis mil contos (30 mil euros). Uma aquisição próxima deste valor, mas sem apoio mecenático, foi feita em 1996 para comprar um quadro de Fernando Lanhas para o Museu do Chiado, considerada a primeira obra abstraccionista em Portugal.
Primeiro Álvaro Pires em Portugal
A compra foi proposta pelo director do Museu de Évora, Joaquim Caetano, à directora do IPM, e o empenho posto nesta aquisição, dizem os dois, deve-se ao facto de não haver nenhum Álvaro Pires em Portugal - um pintor com cerca de 30 obras, das quais apenas meia dúzia permanece fora dos museus - e autor, afinal, "da primeira pintura feita por um português", nas palavras de Caetano, especialista em pintura antiga. E o que significa ser o primeiro pintor português? "É o primeiro nome que temos na história de arte em Portugal a que podemos ligar pinturas. Álvaro Pires é o primeiro a assinar obras e aos outros nomes que temos documentados não lhes podemos atribuir pinturas. A seguir só temos o Nuno Gonçalves dos 'Painéis de S. Vicente'".
Álvaro Pires terá saído de Portugal há 600 anos para ir para Itália e a sua pintura enquadra-se no gótico tardio de Pisa. A presença do pintor está documentada em Pisa, Volterra e Florença entre 1411 e 1434. Vasari, o principal biógrafo dos pintores do Renascimento (ed. Florença 1562), chama-lhe Alvaro di Piero di Portogallo, nome com que assinou duas das suas obras, mas - adianta o director do Museu de Évora - no retábulo da igreja de Santa Croce in Fossabanda de Pisa, assina, em português, como "Alvaro Pirez Devora Pintov" (Álvaro Pires de Évora Pintou).
Raquel Henriques da Silva sublinha que para um pintor, no início do século XV, "é bastante raro a assinatura e ainda mais raro, estando em Itália, assinar em português - é uma espécie de reivindicação da nacionalidade". Assim, a conclusão que se pode tirar, para a directora do IMP, é que Álvaro Pires foi para Itália em adulto, porque sabia escrever em português.
O lugar deste pintor "mítico" na história da arte nacional, cuja obra se integra na escola italiana de pintura, está ainda por esclarecer, porque "a questão é que não conhecemos a pintura portuguesa desta época, não sobrou quase nada". E as menos de cinco dezenas de quadros que sobraram (sem as de Álvaro Pires) não explicam como é que no final do século XV pode aparecer, aparentemente vindo do nada, uma obra excepcional no âmbito da pintura europeia como os "Painéis de S. Vicente", hoje no Museu Nacional de Arte Antiga.
Para o Ministério da Cultura, esta aquisição é duplamente importante, como explica o secretário de Estado, José Conde Rodrigues, "devido à importância da obra para a museologia nacional e para os seus conteúdos" e "é a concretização das percerias que queremos estabelecer com os privados ao abrigo da Lei do Mecenato Cultural".
sábado, 1 de agosto de 2009
Jean Honoré Fragonard (French, 1732–1806)

Número de Inventário:00151 TC
Tipo de Espécime:Transparência a cores (TC)
Instituição / Proprietário:Museu Nacional de Arte Antiga
Número de Inventário do Objecto:1548 Pint
Categoria:Pintura
Denominação / Título:Duas Irmãs
Datação:Século XVIII [1760-1770]
Dimensões:A 31,7 x L 24 cm
Autoria / Produção:Jean Honoré Fragonard / Jean Honoré Fragonard / Francesa
Grupo Cultural:
Descritores:
Informação Técnica:Óleo sobre madeira de sucupira
Fotógrafo:José Pessoa, 1999
Copyright:© IMC / MC

Artist
Jean Honoré Fragonard (French, 1732–1806)
Title
The Two Sisters
Medium
Oil on canvas
Dimensions
28 1/4 x 22 in. (71.8 x 55.9 cm)
Credit Line
Gift of Julia A. Berwind, 1953
Accession Number
53.61.5
Gallery Label
The earliest description we have of the picture is from a 1785 sale catalog, where it is described as "two girls occupied with games suitable to their ages." The younger child is seated upon a hobby horse; the older pushes the horse, while holding its peach-colored lead rein. The painting, which has been cut down, dates to about 1770.
Notes
A preliminary oil sketch for this painting is in the Museu Nacional de Arte Antiga, Lisbon. The finished painting was copied in a pastel by the Abbé de Saint-Non (dated 1770; MMA 1977.383) and engraved by Gérard Vidal (1742–1801, MMA 53.674). All of these related works show the composition of the painting before it was cut down by an unknown owner at some point between 1906 and 1916; the original dimensions were 39 x 31 7/8 in., according to the Veri sale catalogue of 1785. In this catalogue the painting is described as representing two sisters; the engraving is inscribed "Les Jeunes Soeurs." In 1916, however, Gimpel & Wildenstein announced to the Parisian press that the painting showed Fragonard's daughter Rosalie (born 1769) and his young sister-in-law Marguerite Gérard (born 1761). If the date on the Saint-Non pastel is correctly read as 1770, there is no question that this identification is wrong. Even if, however, the date is read as 1779 (there is a dot below the zero that could be taken for the tail of a nine), the apparent age difference between the two girls is not nearly as great as that between Rosalie and Marguerite. In addition, the older girl bears no resemblance to the earliest known portrait of Marguerite, a sketch in the Musées de Besançon dating from about 1778–81 (ill. D. Wakefield, Fragonard, 1976, fig. 45.).
Provenance
Louis Gabriel de Véri Raionard, marquis de Véri, Paris (until d. 1785;
his estate sale, Hôtel de Bullion, Paris, December 12, 1785, no. 35, as "deux jeunes filles. . . ;
la plus petite est montée sur un cheval de carton porté par des roulettes," 37 x 30 pouces [39 1/2 x 32 in.], for 350 livres to Saint-Marc);
Jean Paul André Des Rasins, marquis de Saint-Marc, Paris (from 1785);
private collection, near Stockholm, Sweden (sold to Zarine);
A. Zarine, Consul General of Russia, Paris (until 1916;
sold to Gimpel & Wildenstein);
[Gimpel & Wildenstein, Paris, 1916–18; sold for $194,000 to Berwind];
Edward J. Berwind, New York (1918–d. 1936);
his sister, Julia A. Berwind, New York (1936–53)
Exhibition History
Kyoto Municipal Museum of Art. "Fragonard," May 24–June 29, 1980, no. 77.
Tokyo. National Museum of Western Art. "Fragonard," March 18–May 11, 1980, no. 77.
Paris. Galeries Nationales du Grand Palais. "Fragonard," September 24, 1987–January 4, 1988, no. 157.
New York. The Metropolitan Museum of Art. "Fragonard," February 2–May 8, 1988, no. 157.
References
Catalogue des tableaux des trois écoles . . . du cabinet de feu M le Marquis de Véri. Hôtel de Bullion, Paris. December 12, 1785, p. 24, no. 35.
Edmond de Goncourt and Jules de Goncourt. L'art du dix-huitième siècle. 2, 3rd ed. Paris, 1882, p. 374.
Baron Roger Portalis. Honoré Fragonard, sa vie et son oeuvre. Paris, 1889, pp. 63, 275, 329, no. 116 (Vidal's engraving, "Les Jeunes Soeurs"), ill. opp. p. 114 (1st state of engraving).
Edmond de Goncourt and Jules de Goncourt. L'art du dix-huitième siècle. definitive ed. Paris, 1906, vol. 3, p. 288.
Pierre de Nolhac. J.-H. Fragonard, 1732–1806. Paris, 1906, p. 131.
Georges Grappe. H. Fragonard: Peintre de l'amour au XVIIIe siècle. Paris, 1913, vol. 1, p. 120; vol. 2, p. 65, no. 31 (the engraving).
A. Damécourt. "Nos échos: Un Fragonard." Le cousin pons 1 (December 15, 1916), pp. 141–42, ill. (engraving).
"Dans les galeries d'art." New York Herald [Paris] (December 2, 1916), p. 4, col. 6.
"Discovered Fragonard." American Art News 15 (January 6, 1917), p. 5, ill. (engraving).
A. Damécourt. "A propos d'un Fragonard." Le cousin pons 2 (March 1, 1917), p. 182, ill. (engraving).
Briggs Davenport. "A Fragonard Rediscovered." American Art News 15 (March 17, 1917), p. 5.
L[ouis]. V[auxcelles]. "Art ancien: Un chef-d'oeuvre de Fragonard retrouvé." Le carnet des artistes no. 2 (February 15, 1917), pp. 9–11, ill. (showing canvas cut to its present size).
Louis Réau. L'art français aux États-Unis. Paris, 1926, p. 142.
Louis Réau. Fragonard, sa vie et son oeuvre. Brussels, 1956, pp. 167, 245–46.
Georges Wildenstein. "L'Abbé de Saint-Non, artiste et mécène." Gazette des beaux-arts, 6th ser., 54 (November 1959), p. 228.
Georges Wildenstein. The Paintings of Fragonard, Complete Edition. London, 1960, p. 305, no. 476, pl. 106.
Elizabeth E. Gardner. "Four French Paintings from the Berwind Collection." Metropolitan Museum of Art Bulletin 20 (May 1962), pp. 265, 268, fig. 6.
René Gimpel. Diary of an Art Dealer. English ed. New York, 1966, p. 33.
Gabriele Mandel in L'opera completa di Fragonard. Milan, 1972, p. 108, no. 501, ill.
Eunice Williams. Drawings by Fragonard in North American Collections. Exh. cat., National Gallery of Art. Washington, 1978, p. 136.
Mary Ann Wurth Harris. "The Abbé de Saint-Non and His Pastel Copy of a Painting by Fragonard." Apollo 110 (July 1979), pp. 57, 60–61, fig. 2.
Denys Sutton. Fragonard. Exh. cat., National Museum of Western Art. Tokyo, 1980, unpaginated, no. 77, ill. (color).
Jean-Pierre Cuzin. Jean-Honoré Fragonard: Vie et oeuvre, catalogue complet des peintures. Fribourg, Switzerland, 1987, pp. 127–28, 296–97, no. 195, ill. (in text and catalogue).
Pierre Rosenberg. Fragonard. Exh. cat., The Metropolitan Museum of Art. New York, 1988, pp. 332–34, no. 157, ill. in color.
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