sábado, 15 de setembro de 2012

Cadaval's silver toilete set - Detroit Institute of Arts (EUA)


Cadaval's silver toilete set

Creator
Etienne Pollet (French, active 1715 - 1751) and others
Date
1738/1739
Credit
Founders Society Purchase, Elizabeth Parke Firestone Collection of Early French Silver Fund
Provenance
Probably commissioned ca. 1738 by Jaime de Mello, 3rd Duke of Cadaval of Portugal, or by Louis of Lorraine, prince de Lambesc, whose daughter Henriette married the Duke of Cadaval in May 1739; by descent, the family of the Dukes of Cadaval, Lisbon (until 1931); Jacques Helft (dealer), Paris; purchased in 1952 by Elizabeth and Harvey Firestone, Jr. for the Detroit Institute of Arts.

“UMA OBRA OUTRORA DESCONHECIDA DE KARL BRULLOW VEIO OCUPAR UM LUGAR CONDIGNO NA GALERIA TRETIAKOV”



Karl Pavlovich Briullov (1799 – 1852)
View of the fort at the peak of the island of Madeira


1849-1850
Oil on canvas
65 x 77
As with other watercolor, landscapes Brullov type bezlyuden. He keeps epic proportions,
despite the relatively small size. Scenery executed in a reddish-brown color characteristic of the
later works of the artist. Painter temperament expressed through expressive and dynamic
brushstroke. Bryullov uses favorite romantics effect of double coverage, comparing
rozoveyuschee sunset sky and clouds.
State Tretyakov gallery, Russia

2004
“UMA OBRA OUTRORA DESCONHECIDA DE KARL BRULLOW VEIO OCUPAR UM LUGAR CONDIGNO NA GALERIA TRETIAKOV”

Galeria de Estado Tretiakov ficou enriquecida com uma obra-prima outrora desconhecida de Karl Brullow. O quadro “Uma Vista do Forte do Pico na Ilha da Madeira” veio ocupar um lugar condigno na exposição dessa pinacoteca. Essa tela ímpar foi adquirida por 225 mil euros com uma verba liberada pelo Fundo de Reserva da Presidência Federal da Rússia, tendo uma parte desse dinheiro sido oferecida pelo Ministério da Cultura. Nosso repórter Viktor Voronov assistiu à cerimónia de apresentação desse quadro.
Falando aos presentes, o director-geral da Galeria Tretiakov, Valentin Radionov, disse: - Até que enfim está concluída a surpreendente história deste quadro. Uma história ainda não registada nos anais da Galeria Tretiakov. História essa que contou com o apoio de muitas pessoas: desde um simples funcionário da nossa pinacoteca até o presidente da Federação da Rússia. Por toda a parte, em todos os níveis encontramos compreensão e a vontade de nos ajudar para que a tela retornasse para a terra pátria do grande pintor. O mais importante é que acaba de se consumar um fato histórico muito sério: uma obra até ultimamente desconhecida foi resgatada e voltou para a Galeria Tretiakov.
O quadro havia passado mais de 150 anos sem sair da ilha portuguesa da Madeira, onde o pintor russo foi se tratar em 1849-1850. A chegada de Karl Brullow para a Madeira não foi uma mera casualidade. Porque aquela ilha já então era famosa pelas suas estâncias balneares invernais e um clima ameno. A partir do Funchal, a cidade principal da ilha, se divisa nitidamente “o Forte do Pico”, construído no século XVI, uma vista que inspirou inúmeros pintores. Também Karl Brullow não podia faltar nesse rol de admiradores daquela velha fortificação. Não poupou cores brilhantes no esboço que ofereceu como presente ao seu médico Antônio Alves da Silva. Na biografia profissional do distinto retratista e pintor de cenas históricas, este é um exemplo quase único de interesse por uma paisagem natural.
Esta é a única paisagem “pura” até hoje conhecida de Karl Brullow, executada pelo artífice na técnica de pintura a óleo. O trabalho aparece numa tela de 65 por 67 centímetros. No quadro aparece a paisagem montanhosa da ilha da Madeira. O velho Forte do Pico erguesse sobre um fundo constituído por um relevo muito acidentado. O romântico motivo de iluminação dupla, com uma nuvem preta avançando para fechar um céu rosáceo do pôr-do-sol, é o que impressiona sobretudo nesse quadro feito numa tonalidade dourado-marrom e ginja-preto, caraterística de Karl Brullow.
Para adquirir o quadro e trazê-lo para Moscou, uma contribuição activa foi dada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, especialmente pelo pessoal da Embaixada russa em Portugal. Segundo o chanceler russo Igor Ivanov, “O retorno de uma obra do grande pintor russo para a terra pátria é um acontecimento histórico único, uma grande alegria para nós todos”. - Penso que, além de constituir um acontecimento milenário para a Galeria Tretiakov, onde repousará esta obra-prima da pintura russa, isso reflete as tradições gerais agora em progressão na Rússia – acentuou Igor Ivanov. – O País vai se firmando seguramente, recuperando seu poderio, do qual a cultura faz parte. Estou certo de que isto é apenas o início de grandes acontecimentos que irão se operando na nossa vida cultural.
Essa paisagem desconhecida havia sido descoberta na colecção particular da Senhora Margarida Lemos Gomes por Ielena Bekhtíeva, do pessoal científico da Galeria Tretiakov, que estuda o período português da obra desse pintor. - Acaba de se realizar um sonho de minha vida – narra Ielena Bekhtíeva. Finalmente, o quadro de Karli Brullow “Uma Vista do Forte do Pico na Ilha da Madeira”, descoberto no verão de 2000 naquela longínqua ilha portuguesa, está na Galeria Tretiakov. Agradeço aos nossos restauradores que deram provas do seu alto profissionalismo para prolongar a vida dessa tela e comunicaram o colorido original à paisagem de Karl Brullow. Graças ao apoio prestado por muitas pessoas envolvidas no processo que cumulou com o retorno do quadro de Karl Brullow para a Rússia, o prolongado “assédio” do Forte do Pico, que levara três anos, terminou com a vitória – comenta, sorridente, Ielena Bekhtieva. – Sim, porque é não somente uma vitória das artes russas, é um triunfo da nossa diplomacia russa. Por quando nesse “assédio” não houve vencidos, tudo terminou pacificamente, tendo essa “batalha” servido unicamente para estreitar as relações de amizade entre a Rússia e Portugal. E também Dona Margarida, a última dona do quadro de Karl Brullow, que de início não queria vir ao nosso País, finalmente prometeu visitar a Galeria Tretiakov em Maio próximo para se convencer de que o seu nome está gravado nos documentos da nossa pinacoteca, conforme lhe fora prometido.
Uma vez concluídos os trabalhos de restauração, essa obra de Karl Brullow doravante terá um lugar permanente no acervo da Galeria Estatal Tretiakov para abrir ao público mais uma faceta da obra desse grande pintor russo.

Copyright © The Voice of Russia, 2004

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Obra de Álvaro Pires d'Évora


Nossa Senhora com o Menino
e dois Anjos
Álvaro Pires de Évora
act. conhecida 1411-1434
c. 1415, têmpera sobre madeira
175 x 75 cm
Museo Naziole di San Matteo
Pisa, Itália


Nossa Senhora com o Menino
Álvaro Pires de Évora
act. conhecida 1411-1434
c.1424, têmpera sobre madeira
116 x 50 cm
Pinacoteca Nazionale
Cagliari, Itália


Nossa Senhora com o Menino
Álvaro Pires de Évora
act. conhecida 1411-1434
1415-23, têmpera sobre madeira, com fundo a ouro
99 x 61 cm
Comuna
Livorno, Itália.


Nossa Senhora com o Menino
Álvaro Pires de Évora
act. conhecida 1411-1434
1415/1423, têmpera sobre madeira
231 x 123 cm
Igreja de Santa Croce in Fossabanda
Pisa, Itália


Virgem com o Menino, S. Bartolomeu e Santo Antão
Álvaro Pires de Évora
act. conhecida 1411-1434
c. 1410, têmpera sobre madeira
92 x 54 cm
Museu de Évora
Évora, Portugal

Museu de Évora - "A Virgem com o Menino entre S. Bartolomeu e Santo Antão, sob a Anunciação" de Álvaro Pires d'Évora

64 Mil Contos por Obra de Álvaro Pires para Museu de Évora
Por ISABEL SALEMA
Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2001

Primeira obra de um pintor portugues

O Museu de Évora passa a ter nas suas colecções a obra de um pintor mítico. Nunca até hoje tinha sido possível adquirir um Álvaro Pires para Portugal, mas a compra por 64 mil contos vai tornar a cidade um destino obrigatório para os amantes de pintura antiga

Foi difícil escolher uma iluminação adequada para o novo quadro do Museu de Évora. O ouro utilizado pelo pintor quatrocentista Álvaro Pires devolve um brilho esplendoroso e ofusca o olhar. O quadro, intitulado "A Virgem com o Menino entre S. Bartolomeu e Santo Antão, sob a Anunciação", é absolutamente singular nas colecções portuguesas e foi um inesperado presente de Natal para o museu, resultado de uma acção de mecenato como não há memória no Instituto Português de Museus (IPM).

De facto, é uma obra de importância excepcional no âmbito da história da arte nacional, porque o autor desta tábua do século XV pode ser considerado o primeiro pintor português.

"Tinha um desgosto imenso, porque não havia nenhuma obra de Álvaro Pires em Portugal. Foram feitas algumas tentativas nos últimos anos que falharam", diz a directora do IPM, Raquel Henriques da Silva.

O quadro foi comprado com o apoio da Finagra de José Roquette e da Fundação BCP a um intermediário português que o trouxe da Irlanda. O valor da aquisição chegou aos 64 mil contos (320 mil euros) e trata-se, segundo a directora do IPM, da obra mais cara comprada até hoje para um museu nacional e de um caso pioneiro de mecenato desta envergadura. Raquel Henriques da Silva diz que não houve outro caso semelhante desde que está na direcção do IPM.

"Foi uma sorte absolutamente extraordinária. Temos sempre a penosa experiência de bater a dezenas de portas. Neste caso, o mote da procura foi Évora. José Roquette, por causa do seu trabalho com o património na Herdade do Esporão, foi a primeira ideia." Roquette disse sim de imediato e comprometeu-se a arranjar um parceiro para a operação. Finagra e BCP vão pagar o quadro através de uma acção de três anos de apoio mecenático, cobrindo 90 por cento do investimento, enquanto o IPM entrará com seis mil contos (30 mil euros). Uma aquisição próxima deste valor, mas sem apoio mecenático, foi feita em 1996 para comprar um quadro de Fernando Lanhas para o Museu do Chiado, considerada a primeira obra abstraccionista em Portugal.

Primeiro Álvaro Pires em Portugal
A compra foi proposta pelo director do Museu de Évora, Joaquim Caetano, à directora do IPM, e o empenho posto nesta aquisição, dizem os dois, deve-se ao facto de não haver nenhum Álvaro Pires em Portugal - um pintor com cerca de 30 obras, das quais apenas meia dúzia permanece fora dos museus - e autor, afinal, "da primeira pintura feita por um português", nas palavras de Caetano, especialista em pintura antiga. E o que significa ser o primeiro pintor português? "É o primeiro nome que temos na história de arte em Portugal a que podemos ligar pinturas. Álvaro Pires é o primeiro a assinar obras e aos outros nomes que temos documentados não lhes podemos atribuir pinturas. A seguir só temos o Nuno Gonçalves dos 'Painéis de S. Vicente'".

Álvaro Pires terá saído de Portugal há 600 anos para ir para Itália e a sua pintura enquadra-se no gótico tardio de Pisa. A presença do pintor está documentada em Pisa, Volterra e Florença entre 1411 e 1434. Vasari, o principal biógrafo dos pintores do Renascimento (ed. Florença 1562), chama-lhe Alvaro di Piero di Portogallo, nome com que assinou duas das suas obras, mas - adianta o director do Museu de Évora - no retábulo da igreja de Santa Croce in Fossabanda de Pisa, assina, em português, como "Alvaro Pirez Devora Pintov" (Álvaro Pires de Évora Pintou).

Raquel Henriques da Silva sublinha que para um pintor, no início do século XV, "é bastante raro a assinatura e ainda mais raro, estando em Itália, assinar em português - é uma espécie de reivindicação da nacionalidade". Assim, a conclusão que se pode tirar, para a directora do IMP, é que Álvaro Pires foi para Itália em adulto, porque sabia escrever em português.

O lugar deste pintor "mítico" na história da arte nacional, cuja obra se integra na escola italiana de pintura, está ainda por esclarecer, porque "a questão é que não conhecemos a pintura portuguesa desta época, não sobrou quase nada". E as menos de cinco dezenas de quadros que sobraram (sem as de Álvaro Pires) não explicam como é que no final do século XV pode aparecer, aparentemente vindo do nada, uma obra excepcional no âmbito da pintura europeia como os "Painéis de S. Vicente", hoje no Museu Nacional de Arte Antiga.

Para o Ministério da Cultura, esta aquisição é duplamente importante, como explica o secretário de Estado, José Conde Rodrigues, "devido à importância da obra para a museologia nacional e para os seus conteúdos" e "é a concretização das percerias que queremos estabelecer com os privados ao abrigo da Lei do Mecenato Cultural".

sábado, 1 de agosto de 2009

Jean Honoré Fragonard (French, 1732–1806)



Número de Inventário:00151 TC
Tipo de Espécime:Transparência a cores (TC)
Instituição / Proprietário:Museu Nacional de Arte Antiga
Número de Inventário do Objecto:1548 Pint
Categoria:Pintura
Denominação / Título:Duas Irmãs
Datação:Século XVIII [1760-1770]
Dimensões:A 31,7 x L 24 cm
Autoria / Produção:Jean Honoré Fragonard / Jean Honoré Fragonard / Francesa
Grupo Cultural:
Descritores:
Informação Técnica:Óleo sobre madeira de sucupira
Fotógrafo:José Pessoa, 1999
Copyright:© IMC / MC



Artist
Jean Honoré Fragonard (French, 1732–1806)

Title
The Two Sisters

Medium
Oil on canvas

Dimensions
28 1/4 x 22 in. (71.8 x 55.9 cm)

Credit Line
Gift of Julia A. Berwind, 1953

Accession Number
53.61.5

Gallery Label
The earliest description we have of the picture is from a 1785 sale catalog, where it is described as "two girls occupied with games suitable to their ages." The younger child is seated upon a hobby horse; the older pushes the horse, while holding its peach-colored lead rein. The painting, which has been cut down, dates to about 1770.

Notes
A preliminary oil sketch for this painting is in the Museu Nacional de Arte Antiga, Lisbon. The finished painting was copied in a pastel by the Abbé de Saint-Non (dated 1770; MMA 1977.383) and engraved by Gérard Vidal (1742–1801, MMA 53.674). All of these related works show the composition of the painting before it was cut down by an unknown owner at some point between 1906 and 1916; the original dimensions were 39 x 31 7/8 in., according to the Veri sale catalogue of 1785. In this catalogue the painting is described as representing two sisters; the engraving is inscribed "Les Jeunes Soeurs." In 1916, however, Gimpel & Wildenstein announced to the Parisian press that the painting showed Fragonard's daughter Rosalie (born 1769) and his young sister-in-law Marguerite Gérard (born 1761). If the date on the Saint-Non pastel is correctly read as 1770, there is no question that this identification is wrong. Even if, however, the date is read as 1779 (there is a dot below the zero that could be taken for the tail of a nine), the apparent age difference between the two girls is not nearly as great as that between Rosalie and Marguerite. In addition, the older girl bears no resemblance to the earliest known portrait of Marguerite, a sketch in the Musées de Besançon dating from about 1778–81 (ill. D. Wakefield, Fragonard, 1976, fig. 45.).

Provenance
Louis Gabriel de Véri Raionard, marquis de Véri, Paris (until d. 1785;
his estate sale, Hôtel de Bullion, Paris, December 12, 1785, no. 35, as "deux jeunes filles. . . ;
la plus petite est montée sur un cheval de carton porté par des roulettes," 37 x 30 pouces [39 1/2 x 32 in.], for 350 livres to Saint-Marc);
Jean Paul André Des Rasins, marquis de Saint-Marc, Paris (from 1785);
private collection, near Stockholm, Sweden (sold to Zarine);
A. Zarine, Consul General of Russia, Paris (until 1916;
sold to Gimpel & Wildenstein);
[Gimpel & Wildenstein, Paris, 1916–18; sold for $194,000 to Berwind];
Edward J. Berwind, New York (1918–d. 1936);
his sister, Julia A. Berwind, New York (1936–53)

Exhibition History
Kyoto Municipal Museum of Art. "Fragonard," May 24–June 29, 1980, no. 77.

Tokyo. National Museum of Western Art. "Fragonard," March 18–May 11, 1980, no. 77.

Paris. Galeries Nationales du Grand Palais. "Fragonard," September 24, 1987–January 4, 1988, no. 157.

New York. The Metropolitan Museum of Art. "Fragonard," February 2–May 8, 1988, no. 157.

References
Catalogue des tableaux des trois écoles . . . du cabinet de feu M le Marquis de Véri. Hôtel de Bullion, Paris. December 12, 1785, p. 24, no. 35.

Edmond de Goncourt and Jules de Goncourt. L'art du dix-huitième siècle. 2, 3rd ed. Paris, 1882, p. 374.

Baron Roger Portalis. Honoré Fragonard, sa vie et son oeuvre. Paris, 1889, pp. 63, 275, 329, no. 116 (Vidal's engraving, "Les Jeunes Soeurs"), ill. opp. p. 114 (1st state of engraving).

Edmond de Goncourt and Jules de Goncourt. L'art du dix-huitième siècle. definitive ed. Paris, 1906, vol. 3, p. 288.

Pierre de Nolhac. J.-H. Fragonard, 1732–1806. Paris, 1906, p. 131.

Georges Grappe. H. Fragonard: Peintre de l'amour au XVIIIe siècle. Paris, 1913, vol. 1, p. 120; vol. 2, p. 65, no. 31 (the engraving).

A. Damécourt. "Nos échos: Un Fragonard." Le cousin pons 1 (December 15, 1916), pp. 141–42, ill. (engraving).

"Dans les galeries d'art." New York Herald [Paris] (December 2, 1916), p. 4, col. 6.

"Discovered Fragonard." American Art News 15 (January 6, 1917), p. 5, ill. (engraving).

A. Damécourt. "A propos d'un Fragonard." Le cousin pons 2 (March 1, 1917), p. 182, ill. (engraving).

Briggs Davenport. "A Fragonard Rediscovered." American Art News 15 (March 17, 1917), p. 5.

L[ouis]. V[auxcelles]. "Art ancien: Un chef-d'oeuvre de Fragonard retrouvé." Le carnet des artistes no. 2 (February 15, 1917), pp. 9–11, ill. (showing canvas cut to its present size).

Louis Réau. L'art français aux États-Unis. Paris, 1926, p. 142.

Louis Réau. Fragonard, sa vie et son oeuvre. Brussels, 1956, pp. 167, 245–46.

Georges Wildenstein. "L'Abbé de Saint-Non, artiste et mécène." Gazette des beaux-arts, 6th ser., 54 (November 1959), p. 228.

Georges Wildenstein. The Paintings of Fragonard, Complete Edition. London, 1960, p. 305, no. 476, pl. 106.

Elizabeth E. Gardner. "Four French Paintings from the Berwind Collection." Metropolitan Museum of Art Bulletin 20 (May 1962), pp. 265, 268, fig. 6.

René Gimpel. Diary of an Art Dealer. English ed. New York, 1966, p. 33.

Gabriele Mandel in L'opera completa di Fragonard. Milan, 1972, p. 108, no. 501, ill.

Eunice Williams. Drawings by Fragonard in North American Collections. Exh. cat., National Gallery of Art. Washington, 1978, p. 136.

Mary Ann Wurth Harris. "The Abbé de Saint-Non and His Pastel Copy of a Painting by Fragonard." Apollo 110 (July 1979), pp. 57, 60–61, fig. 2.

Denys Sutton. Fragonard. Exh. cat., National Museum of Western Art. Tokyo, 1980, unpaginated, no. 77, ill. (color).

Jean-Pierre Cuzin. Jean-Honoré Fragonard: Vie et oeuvre, catalogue complet des peintures. Fribourg, Switzerland, 1987, pp. 127–28, 296–97, no. 195, ill. (in text and catalogue).

Pierre Rosenberg. Fragonard. Exh. cat., The Metropolitan Museum of Art. New York, 1988, pp. 332–34, no. 157, ill. in color.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ivory Salt-cellar at the Met



Title
Lidded Saltcellar

Date
15th–16th century

Culture
Sapi-Portuguese

Geography
Sierra Leone, Guinea Coast

Medium
Ivory

Dimensions
Height x Diam.: 11 3/4 x 4 1/4 in. (29.8 x 10.8 cm)

Credit Line
Gift of Paul and Ruth W. Tishman, 1991

Accession Number
1991.435a, b

Description
This saltcellar is both an extraordinary example of skilled workmanship and an artifact that epitomizes a singularly important convergence of cultures. In the second half of the fifteenth century, Portuguese explorers and traders were impressed by the considerable talent of ivory carvers along the coast of West Africa. As a result, they were inspired to commission works of this kind for their patrons, which ingeniously combine both European and African aesthetics and forms. During this period, salt and pepper were costly commodities and elaborate receptacles were appropriate for their storage in princely homes.

This work contains imagery relating to indigenous Sapi belief systems. The four snakes, associated with mystical wealth, appear to confront four growling dogs. According to regional traditions, dogs are considered spiritually astute animals able to see spirits and ghosts that are invisible to humans. This depiction of the dogs, with teeth bared, hair bristling, and ears laid back, may relate to that ability. However, the level of animation in this scene could also derive from chivalric hunting scenes in European woodcuts, which were furnished to local African artists by their European patrons.

Provenance
Jay C. Leff, Uniontown, PA; Paul and Ruth W. Tishman, New York, 1991.

http://www.metmuseum.org/Works_of_Art/collection_database/arts_of_africa%2C_oceania%2C_and_the_americas/lidded_saltcellar/objectview.aspx?OID=50009109&collID=5&dd1=5

sexta-feira, 10 de julho de 2009

CHRISTIES - A PAIR OF SILVER GILT-FRAMES WITH TWO PAINTED IVORY PANELS



A PAIR OF SILVER GILT-FRAMES WITH TWO PAINTED IVORY PANELS OF THE ADORATION OF THE MAGI AND THE VIRGIN AND CHILD WITH SAINT ANTHONY OF PADUA - THE PAINTINGS BY MARIA-FELICE SUBLEYRAS-TIBALDI (1707-1770) AND THE FRAMES BY GIUSEPPE RUSCA (MASTER 1695-1745), CIRCA 1745

Price Realized (Set Currency) £373,250
($601,306)
Price includes buyer's premium
Estimate£50,000 - £80,000
($76,000 - $120,000)


Sale Information
Sale 7745
important european furniture, sculpture & clocks
9 July 2009
London, King Street

Lot Description
A PAIR OF SILVER GILT-FRAMES WITH TWO PAINTED IVORY PANELS OF THE ADORATION OF THE MAGI AND THE VIRGIN AND CHILD WITH SAINT ANTHONY OF PADUA
THE PAINTINGS BY MARIA-FELICE SUBLEYRAS-TIBALDI (1707-1770) AND THE FRAMES BY GIUSEPPE RUSCA (MASTER 1695-1745), CIRCA 1745
The reverse of each frame elaborately engraved with strapwork and foliage; both frames bearing the Rome city stamp and the maker's mark; the former panel signed and dated 'Ma· Felice Tibaldi Subleyras Pinx. 1745'; the latter signed and dated 'Ma. Felice Tibaldi Subleyras Pinx. 1744'; very minor wear, one of the suspension loops lacking
7¾ x 5¾ in. (19.8 x 14.7 cm.) the painted panels; 11¾ x 8½ in. (29.8 x 21.6 cm.) the frames (2)


Special Notice
No VAT will be charged on the hammer price, but VAT at 15% will be added to the buyer's premium which is invoiced on a VAT inclusive basis.

Saleroom Notice
Please note that there is new provenance for this lot. Records from the Portuguese royal archives show that the present two framed miniatures were commissioned by the king, John V of Portugal, along with a third miniature depicting St. Joseph, now lost. Payment was made in three instalments on 29 July and 18 November 1744, and 30 January 1745, for a total of 300 scudi. The miniatures are minutely described, including the fact that a first set of ebony frames were rejected in favour of the present silver-gilt ones.

For more precise details please contact the department.

We would like to thank Jennifer Montagu for bringing this additional documentation to our attention.


Pre-Lot Text
PROPERTY FROM A PORTUGUESE DUCAL FAMILY

Lot Notes
Maria-Felice Tibaldi Subleyras (1707-1770) was a talented miniaturist who was also married to the French artist Pierre Subleyras (1699-1749). She was renowned both for her portraits and her depictions of religious scenes, many of them painted after compositions by her husband.

Although beautifully painted, the present lot is equally notable for the sumptuous silver-gilt frames by the Roman goldsmith Giuseppe Rusca (master 1696-1745). The cast frames have been exquisitely punched and chased, and the reverse of each frame has also been covered with a plate which is extensively decorated with strapwork and foliate decoration.

The fashion for Roman silver among aristocratic Portuguese families was at its height in the mid 18th century, promoted as it was by the monarch, John V of Portugal (1689-1750). Funded by the vast wealth pouring into his coffers from the natural resources of Brazil, the king was considered the most important artistic patron of his day. This patronage is perhaps best exemplified by the Chapel of St. John the Baptist in the church of Sao Roque, Lisbon. Commissioned by the king in 1740, it was constructed in Rome of mosaics, gilt-bronze and precious hardstones such as lapis lazuli and porphyry, and the elaborate liturgical candlesticks and vessels were made of silver by Roman craftsmen. The entire chapel was then dismantled, packed onto three boats and shipped to Lisbon where it was re-assembled. It was said to be the most expensive chapel in its day.